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Reflexões a partir do disquete 5 ¼”


A maioria dos meus leitores, que pertencem à geração internet, não devem estar familiarizados com o título do post de hoje.
Há algumas décadas, lá pelos anos 90, comecei a ter a oportunidade de conhecer o mundo da informática. Me lembro que me sentia como um desbravador, à procura de terras nunca antes navegadas.
Um dos itens mais importantes era o disquete, que podemos dizer, é o avô dos atuais pendrives. Esses disquetes possuíam uma capacidade de armazenamento de dados ínfimos, que variava de 160 kb a 720 kb. Literalmente nada!
Era muito comum que cada jogo no computador era composto de uns 10 a 30 disquetes, sendo que a cada fase que você avançava no jogo, devia trocar o disquete por aquele que permitiria avançar no jogo.

 
Disquete 5 ¼”

Nessa época existiam muito jogos interessantes, com gráficos bem simples, mas que me forçaram a gastar horas de diversão.

Prince of Persia: um dos primeiros jogos que conheci



Meu computador era parecido com esse: eu tinha um 286 com tela monocromática como na foto (só de pensar meus olhos voltam a arder...)

Você deve estar se perguntando o porquê de estar trazendo à tona coisas que hoje são consideradas obsoletas.
Nestas últimas duas décadas, verificamos que a indústria dos aparelhos eletrônicos (principalmente telefones celulares e computadores pessoais) se desenvolveu magistralmente, chegando a tal ponto que o intervalo do lançamento de novos produtos tem se tornado cada vez menor.
Se você compra hoje um novo celular, por exemplo, é possível que em menos de 3 meses esse aparelho já tenha se tornado obsoleto.
Aí surge um grande nicho para as empresas: se cria uma necessidade, antes inexistente, do ser humano ter que comprar os últimos lançamentos tecnológicos.
Quem possui esses novos apetrechos é considerado uma pessoa legal, interessante, ganhando uma admiração e status social.
Quem não adere à esse "movimento" é considerado alguém retrógrado, atrasado, chato.
Não estou a dizer que a tecnologia não possa ser útil: muito pelo contrário. O desenvolvimento e aperfeiçoamento de novas tecnologias pode gerar grandes ganhos às pessoas, tal como facilitar o trabalho. 
Mas o ser humano, por incrível que pareça, permanece o mesmo desde a criação: temos necessidade de alimento, de uma família, de amigos, etc.
A mudança que ocorre é quanto à disponibilidade de informações e comodidades como nunca antes houve. 
Entretanto, será que essa alternância de informações e tecnologias, a uma velocidade cada vez maior, não tem nos jogado em um mundo cada vez mais confuso?
Não conseguimos mais distinguir quais são as informações que nos gerarão conhecimento; pelo contrário, tentamos nos informar sobre tudo o que ocorre ao nosso redor, não guardando mais nada, gerando algumas doenças e distúrbios, como a síndrome do excesso de informação, a ansiedade, entre outros.
Ao tentarmos acompanhar as novas tecnologias, acabamos entrando no círculo vicioso do consumismo desenfreado, que resulta no caos financeiro.
Estamos nos tornando incapazes de perceber quais são as nossas prioridades.
E quais deveriam ser as nossas prioridades?
A alimentação (física e espiritual) e o relacionamento com a família e com os amigos. 
Certamente o leitor perceberá que deixei de lado a segurança, a estima, a auto-realização, etc., que são estudados nas faculdades de administração de empresas. Por outro lado, devo esclarecer que a escolha da alimentação e dos relacionamentos é proposital.
Quem não se alimenta não cresce, enfraquece, ficando doente, podendo até morrer.
No caso espiritual, caso você não se alimente, não poderá crescer na salvação, conforme 1Pe 2:2 (vale ressaltar que a salvação não se perde), e nem amadurecer espiritualmente, sendo sempre inconstante (Ef 4:14). 
Quanto aos relacionamentos, Deus constituiu o ser humano como ser social, que não deve viver só, isolado (Gn 2:18). Além disso, a família é a semente de uma sociedade e da igreja (ligado à importância do culto coletivo, da comunhão - Sl 111:1). Famílias desfeitas, resultarão em uma sociedade doentia e em igrejas enfraquecidas.
Desta forma, devemos nos perguntar: qual é a minha prioridade no meu dia-a-dia? O sério relacionamento com Deus, minha família e meus amigos, ou a aquisição de bens? 

"Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" 
Lucas 12:34

Aviso aos que andam na igreja, principalmente se você leciona

Estava a refletir sobre como é realizada a escolha e nomeação dos professores da Escola Bíblica Dominical (EBD) e percebi um fato muito preocupante: a maioria daqueles que exercem este chamado, a saber, do ensino correto e fiel das Escrituras, sequer sabe da responsabilidade que repousa sobre seus ombros.
A Palavra de Deus é muito clara ao estabelecer a importância do esmero no ensino das Escrituras (Rm 12:7), e o ensino sem dedicação, afinco, cuidado, fidelidade é pecado!
Além disso, em Mt 18:6-7 percebemos que a prestação de contas será rigorosa:


"Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar.
Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!" (grifo nosso)

 
Não bastasse isso, no Antigo Testamento, há uma passagem na qual Deus estabelece que no final dos tempos, o julgamento será impiedioso, a começar por aqueles que "frequentam" a casa de Deus:

"Então, ouvi que gritava em alta voz, dizendo: Chegai-vos, vós executores da cidade, cada um com a sua arma destruidora na mão.
Eis que vinham seis homens a caminho da porta superior, que olha para o norte, cada um com a sua arma esmagadora na mão, e entre eles, certo homem vestido de linho, com um estojo de escrevedor à cintura; entraram e se puseram junto ao altar de bronze.
A glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, indo até à entrada da casa; e o SENHOR clamou ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor à cintura,
e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela.
Aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele; e, sem que os vossos olhos poupem e sem que vos compadeçais, matai;
matai a velhos, a moços e a virgens, a crianças e a mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis; começai pelo meu santuário." (grifo nosso)
(Ez 9:1-6)


Para referendar essa passagem, Jesus afirma que a própria Palavra nos julgará: 

"E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia."
(João 12: 47-48)


Pela leitura do texto, fica evidente que Deus poupará apenas aqueles que permanecerem fiéis à sua Palavra, ou seja, aqueles que não se conformam com as abominações que se cometem e que, consequentemente, receberão uma marca com um sinal na testa, assim como em Ap 9:1-4.
Diante do exposto, a pergunta que fica para o leitor: você que "frequenta" a casa de Deus, tem tido o temor diante da Palavra pregada?
E você que leciona na EBD, tem se dedicado como convém? Ou tem negligenciado as aulas e seus alunos, atraindo a ira de Deus sobre sua vida? Você percebe que está vivendo sobre esse pecado? 
Se arrependa, enquanto ainda é tempo.




Carta ao meu irmão

São Paulo, 08 de Agosto de 2010.


Querido irmão S*, te escrevo esta carta porque fiquei sabendo pela nossa mãe que estas sentindo falta da nossa família e de teus alunos aqui no Brasil.
Não vou negar que sinto muito a tua falta. A ausência da tua presença me é por demais muito estranha. Sinto falta de ouvir seu ronco à noite, de poder conversar sobre as nossas preocupações ministeriais e dos livros que você tão bem me sugeriu a estudar para crescer na minha vida espiritual.
Às vezes acho meio que engraçado, o fato de você, meu irmão caçula, ter sido o primeiro a amadurecer e a conhecer Cristo.
Sei que durante muitos anos não fui o irmão mais velho que você tanto precisou em muitos momentos. Mas Deus, por sua sabedoria, deixou claro que em nossa família oriental, rígida quanto ao respeito hierárquico entre as pessoas mais velhas e novas, a mais nova fosse se tornar a mais respeitada.
Te agradeço muito porque sei que você e a nossa mãe derramaram muitas lágrimas até que eu encontrasse Cristo. Isso significa muito para mim.
Quando você partiu para o caminho que Deus te chamou, nunca pensei que algumas pequenas coisas, até insignificantes, poderiam me lembrar a falta que você me faz.
Não consigo mais jogar video-game, sem você não tem graça!
Nossa mãe, imagina só, está a dizer que sente falta da tua bagunça! Nunca imaginaria ouvir isso dela...
Já nosso pai, bem você sabe, ele sente muito tua falta, mas está satisfeito porque você está realizando um sonho dele, aquele acadêmico, lembra?
Compreendo que estar longe deve ser extremamente difícil. Não ter o porto seguro da família não é para qualquer um.
Seja forte. Mantenha o ânimo. Não se esqueça que esse é um dos sacrifícios que temos que fazer para obedecer ao chamado. Lembra-te sempre:



"Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por causa do reino de Deus, que não receba, no presente, muitas vezes mais e, no mundo por vir, a vida eterna." (Lc 18:29-30)

Também tenha em vista que tua família em Cristo está cada vez maior, agora com membros de outro país!
Quando te sentires abatido, entristecido, não te esqueças que estamos orando por você constantemente.
Podemos diminuir um pouco a saudade pelo telefone e a internet, mas sei que o que a família gostaria é de poder te abraçar.
Espero que esta carta possa ter te trazido um alento e tenha te animado.
Que Deus te abençoe.
Do teu irmão mais velho de nascença, mas mais novo em Cristo. 



OBS: Este post serve de homenagem àqueles que por causa do reino de Deus, deixaram sua família.

Philos, Storge, Eros e Ágape

O que seria da humanidade sem o amor?
Por causa deste sentimento muitas guerras foram travadas e tréguas foram seladas.
A princesa Helena se apaixonou por Páris e desencadeou a famosa Guerra de Tróia, narrada por Homero na Ilíada.
O ilustre poeta lusitano Luís de Camões descreve este sentimento como:

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;


É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade


Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?"








Dentre todas as descrições do amor, feita pelos poetas durante muitos séculos, considero esta a mais tocante.
Me lembro, alguns anos atrás, do momento em que ouvi pela primeira a música "Monte Castelo" da banda Legião Urbana.
Tratava-se da melhor definição do amor: uma mescla da definição de Camões com a do apóstolo Paulo.
Mas, como o próprio apóstolo disse em 1Co 13:11, eu era menino, falava como menino, sentia como menino e pensava como menino.
Agora, que sou homem, penso de outra forma.
Graças à misericórdia de Deus, que me alcançou da escuridão dos meus pecados, compreendo melhor o que o apóstolo queria ensinar.
Entretanto, para me aprofundar um pouco mais no tema, é preciso realizar uma breve consideração aos tipos distintos de amor, conforme a filosofia grega. São quatro palavras que descrevem formas distintas de amor.

- Philos: é a palavra que descreve uma amizade, inclusive todos os sentimentos que a envolvem, ou seja, a sinceridade, a união, a fraternidade, etc.

- Storge: decorre dos laços formados dentro de uma família,ou seja, entre pais, filhos e irmãos, hoje infelizmente tão desvalorizado.

- Eros: esta palavra envolve todos os sentimentos que decorrem da relação entre um homem e uma mulher. Corresponde ao amor sexual, não apenas na conotação da atração física, mas sim dos sentimentos que envolvem este tipo de relação, a "entrega do coração" à pessoa amada, a alegria da presença dessa pessoa, etc. É a descrita no texto de Camões.  Atualmente o que prevalece, infelizmente, é apenas a atração sexual, culminando em relações superficiais e efêmeras.

- Ágape: este é o amor incondicional, altruísta, sem egoísmos. É o amor descrito em 1Corintíos cap.13, 1Jo 4:16 (Deus é amor), entre outros. É a melhor definição do amor que Deus tem pela humanidade.

É nesta última definição de amor que gostaria de tecer alguns comentários. Muitas pessoas, mesmo cristãos, acreditam que pelo fato de Deus ser amor (ágape), Ele não poderia condenar à perdição eterna, entenda-se inferno, seres criados à sua imagem e semelhança, que tanto ama.
A princípio, este raciocínio faz sentido, tem uma lógica. Mas existe um grande problema nessa forma de pensar: é uma análise superficial, sem compreensão real da profundidade e totalidade das Escrituras, que decorre da leitura e entendimento de "partes selecionadas" da Palavra de Deus.
Se o prezado leitor se atentar a estudar com afinco, dedicação e pedir por sabedoria, compreenderá que por Deus ser amor, Ele amará as coisas mais valiosas que existem.
Dentre todas as coisas, será que existe algo mais extraordinário que o próprio Deus?
Será que há algo, ou alguém, mais santo, puro, bondoso e misericordioso que o próprio Deus?
Sinceramente, não.
Como Ele ama tudo que é perfeito, santo, puro, etc, e não existe nada nem ninguém que possua todos esses atributos, a não ser Ele próprio, então percebemos que Ele só pode amar a si mesmo acima de todas as coisas.
Ao amar tudo que é santo e puro, será que Ele poderia admitir que o homem fosse corrompido pelo pecado?
De jeito nenhum. Não que fosse uma limitação do seu poder, mas sim porque o Seu amor pelo que é santo desemboca no amor pelo que é justo. E não existe nenhum justo, nenhum sequer (Rm 3:10).
Se não existe ninguém habilitado a receber o amor de Deus, não podendo conhecê-lo e glorificá-lo, estávamos todos condenados!
É neste instante, que Ele intervém, permitindo, por Sua própria e exclusiva iniciativa, a reconciliação: através da morte e ressureição de Jesus Cristo, que carregou sobre si nossas iniquidades (Is 53:4).
Desta forma fica claro que Deus continua sendo amor (ágape), mesmo que exista a condenação ao inferno, porque esse amor é tão grande, imensurável, incompreensível, que Jesus Cristo redime aquele que n´Ele crê (Jo 3:16).
A pergunta que fica: e você leitor, que tipo de amor tem vivenciado?
Será que você só conhece o amor Philos, Storge e Eros?
Você gostaria de conhecer o verdadeiro amor ágape?



Por onde você anda?

Encontrei certa vez um jovem, muito amável, que me contou a seguinte história:

Certa noite tive um sonho muito enigmático, na qual me encontrava diante de um portão. A mesma era muito peculiar já que possuía duas entradas distintas.
A primeira era bem rudimentar, já que parecia ter sido construída com uma madeira bem resistente, porém muito desgastada. Ela era pequena e ao chegar perto, observei que poderia passar por ela, mas teria que me encolher e sua travessia iria me causar alguns arranhões.
A segunda, por sua vez, era muito bem adornada. Parecia feita de um material semelhante ao ouro branco e com alguns detalhes em madeira de lei para lhe dar um charme. Quando me aproximei, notei que ela era mais ampla que a anterior. 
Fiquei pensando o porque dessas duas entradas serem tão distoantes. Não estava compreendendo nada.
Nesse instante, apareceu um homem de uns 65 anos, que me indicou olhar para o chão.
Para minha surpresa, percebi que ambas das entradas eram o início de dois caminhos distintos.
A entrada mais estreita levava a um caminho de terra, cheia de pedras, curvas, buracos, trechos de lama, com subidas e descidas íngremes. Fiquei sem fôlego ao pensar como deveria ser difícil terminar esse percurso.
A entrada mais ampla era totalmente plana, uma retílinea asfaltada, com trechos nas quais existiam paradas para beber água. Fácil de percorrer.
O mais estranho é que em muitos trechos do caminho mais estreito, surgiam alguns desvios que levavam ao caminho mais fácil.
Nesse instante me lembrei da parábola em Mt 7:13 e 14, mas segui sem compreender os desvios que levavam ao caminho mais largo.
Nesse instante o homem me disse o seguinte: muitos andam pelo caminho estreito, mas poucos chegam até o fim. A maioria desiste, cedendo às investidas da carne, do mundo e das potestades. Outros até resistem, são pessoas que participaram ativamente da vida eclesiástica, ofertavam o dízimo com regularidade, participavam de viagens missionárias, pregavam nas ruas, ensinavam nas escolas dominicais, mas ao chegar no final são probidos de entrar na cidade celestial. 
Indaguei ao homem a razão disso, e a resposta foi como uma punhalada no meu coração: o Rei afirma que não os conhece (Mt 7:21 e 22).
Assim que o homem terminou de dizer essas palavras, acordei perplexo e comecei a refletir a minha vida cristã.

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Essa história, que pode muito bem refletir a vida cristã da maioria das pessoas, inclusive a minha e a do leitor, tem por intuito nos lembrar de que se um dia você orou e pediu para que Jesus entrasse na sua vida para lhe dar a salvação, derramou lágrimas e se arrependeu, você apenas iniciou o caminho estreito. Você ainda não chegou na Cidade Celestial!
Agora você deve se arrepender sempre que pecar, odiar as coisas que não agradam a Deus e produzir frutos (Mt 7:15-23).
Em outras palavras, deve estar crescendo na santificação. Não pode continuar tendo uma vida pecaminosa. 
Você pode até cometer uns deslizes, escorregar no caminho, mas deverá se arrepender e estar em constante processo de santificação.
Se não houver santificação e frutos na sua vida espiritual, há algo muito errado contigo. Conversão e Santificação são indissociáveis! O segundo é consequência do primeiro!
Aquele que se converteu de verdade está em processo de santificação!
Não podemos ser, de forma alguma, "cristãos carnais". Ou somos da carne ou somos do espírito (Gl 5:16,17 e 25)!
Pense nisso todos os dias da sua vida, porque é melhor refletirmos enquanto temos tempo, do que chegar diante de Deus e Ele nos disser categorigamente: Não te conheço, afasta-te de mim.




Para meditar em nossa caminhada...

O texto a seguir foi extraído do blog do Pr. Ageu Magalhães, espero que seja construtivo para todos os leitores.

Em 24 de agosto de 1662, dois mil ministros puritanos do evangelho foram excluídos de seus púlpitos, tendo recebido a ordem de não mais pregarem em público. O Ato de Uniformidade, baixado pelo parlamento inglês, conhecido pelos evangélicos como a Grande Ejeção, pairava por sobre a Inglaterra como uma nuvem espessa. Muitos líderes eclesiásticos da Igreja Anglicana, a religião oficial, estavam forçando os puritanos a cessarem suas prédicas ou a se moldarem à adoração litúrgica decretada por lei. Muitos ministros preferiam o silêncio à transigência.

Com olhos marejados de lágrimas, milhares de cristãos humildes ouviram seu último sermão no domingo imediatamente anterior à data em que o Ato se tornaria lei. E, naquele último domingo de liberdade, os ministros puritanos provavelmente pregaram os seus melhores sermões.

O sermão que passamos a transcrever, de modo um tanto abreviado, foi pregado por Thomas Watson a seu pequeno rebanho.

Antes que eu me vá, devo oferecer alguns conselhos e orientações para vossas almas. Eis as vinte instruções que tenho a dar a cada um de vós, para as quais desejo a mais especial atenção:

1) Antes de tudo, observa tuas horas constantes de oração a Deus, diariamente. O homem piedoso é homem "separado" (Sl 4.3), não apenas porque Deus o separou por eleição, mas também porque ele mesmo se separa por devoção. Inicia o dia com Deus, visita-O pela manhã, antes de fazeres qualquer outra coisa. Lê as Escrituras, pois elas são, ao mesmo tempo, um espelho que mostra as tuas manchas e um lavatório onde podes branquear essas máculas. Adentra ao céu diariamente, em oração.

2) Coleciona bons livros em casa. Os livros de qualidade são como fontes que contêm a água da vida, com a qual poderás refrigerar-te. Quando descobrires um arrepio de frio em tua alma, lê esses livros, onde poderás ficar familiarizado com aquelas verdades que aquecem e afetam o coração.

3) Tem cuidado com as más companhias. Evita qualquer familiaridade desnecessária com os pecadores. Ninguém pode apanhar a saúde de outrem; mas pode-se apanhar doenças. E a doença do pecado é altamente transmissível. Visto não podermos melhorar os outros, ao menos tenhamos o cuidado de que eles não nos façam piores. Está escrito acerca do povo de Israel que "se mesclaram com as nações e lhes aprenderam as obras" (Sl 106.35). As más companhias são as redes de arrastão do diabo, com as quais arrasta milhões de pessoas para o inferno. Quantas famílias e quantas almas têm sido arruinadas pelas más companhias!

4) Cuidado com o que ouves. Existem certas pessoas que, com seus modos sutis, aprendem a arte de misturar o erro com a verdade e de oferecer veneno em uma taça de ouro. Nosso Salvador, Jesus Cristo, aconselhou-nos: "Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mt 7.15). Sê como aqueles bereanos que examinavam as Escrituras, para verificar se, de fato, as coisas eram como lhes foram anunciadas (At 17.11). Aos crentes é mister um ouvido discernidor e uma língua crítica, que possam distinguir entre a verdade e o erro e ver a diferença entre o banquete oferecido por Deus e o guisado colocado à sua frente pelo diabo.

5) Segue a sinceridade. Sê o que pareces ser. Não sejas como os remadores, que olham para um lado e remam para outro. Não olhes para o céu, com tua profissão de fé, para, então, remar em direção ao inferno, com tuas práticas. Não finjas ter o amor de Deus, ao mesmo tempo que amas o pecado. A piedade fingida é uma dupla iniqüidade. Que teu coração seja reto perante Deus. Quanto mais simples é o diamante, tanto mais precioso ele é; e quanto mais puro é o coração, maior é o valor que Deus dá à sua jóia. O salmista disse sobre Deus: "Eis que te comprazes na verdade no íntimo" (Sl 51.6).

6) Nunca te esqueças da prática do auto-exame. Estabelece um tribunal em tua própria alma. Tem receio tanto de uma santidade mascarada quanto de ires para um céu pintado. Julgas-te bom porque outros assim pensam de ti? Permite que a Palavra seja um ímã com o qual provarás o teu coração. Deixa que a Palavra seja um espelho, diante do qual poderás julgar a aparência de tua alma. Por falta de autocrítica, muitos vivem conhecidos pelos outros, mas morrem desconhecidos por si mesmos. "De noite indago o meu íntimo", disse o salmista (Sl 77.6).

7) Mantém vigilância quanto à tua vida espiritual. O coração é um instrumento sutil, que gosta de sorver a vaidade; e, se não usarmos de cautela, atrai-nos, como uma isca, para o pecado. O crente precisa estar constantemente alerta. Nosso coração se assemelha a uma "pessoa suspeita". Fica de olho nele, observa o teu coração continuamente, pois é um traidor em teu próprio peito. Todos os dias deves montar guarda e vigiar. Se dormires, aí está a oportunidade para as tentações diabólicas.

8) O povo de Deus deve reunir-se com freqüência. As pombas de Cristo devem andar unidas. Assim, um crente ajudará a aquecer ao outro. Um conselho pode efetuar tanto bem quanto uma pregação. "Então, os que temiam ao SENHOR falavam uns aos outros" (Ml 3.16). Quando um crente profere a palavra certa no tempo oportuno, derrama sobre o outro o óleo santo que faz brilhar com maior fulgor a lâmpada do mais fraco. Os biólogos já notaram que há certa simpatia entre as plantas. Algumas produzem melhor quando crescem perto de outras plantas. Semelhantemente, esta é a verdade no terreno espiritual. Os santos são como árvores de santidade. Medram melhor na piedade quando crescem juntos.

9) Que o teu coração seja elevado acima do mundo. "Pensai nas coisas lá do alto" (Cl 3.2). Podemos ver o reflexo da lua na superfície da água, mas ela mesma está acima, no firmamento. Assim também, ainda que o crente ande aqui em baixo, o seu coração deve estar fixado nas glórias do alto. Aqueles cujos corações se elevam acima das coisas deste mundo não ficam aprisionados com os vexames e desassossegos que outros experimentam, mas, antes, vivem plenos de alegria e de contentamento.

10) Consola-te com as promessas de Deus. As promessas são grandes suportes para a fé, que vive nas promessas do mesmo modo que o peixe que vive na água. As promessas de Deus são quais balsas flutuantes que nos impedem de afundar, quando entramos nas águas da aflição.

11) Não sejas ocioso, mas trabalha para ganhar o teu sustento. Estou certo de que o mesmo Deus que disse: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar", também disse: "Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra". Deus jamais apoiou qualquer ociosidade. Paulo observou: "Estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão" (2 Ts 3.11-12).

12) Ajunta a primeira tábua da Lei à segunda, isto é, piedade para com Deus e eqüidade para com o próximo. O apóstolo Paulo reúne essas duas idéias, em um só versículo: "Vivamos, no presente século... justa e piedosamente" (Tt 2.12). A justiça se refere à moralidade; a piedade diz respeito à santidade. Alguns simulam ter fé, mas não têm obras; outros têm obras, mas não têm fé. Alguns se consideram zelosos de Deus, mas não são justos em seus tratos; outros são justos no que fazem, mas não têm a menor fagulha de zelo para com Deus.

13) Em teu andar perante os outros, une a inocência à prudência. "Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas" (Mt 10.16). Devemos incluir a inocência em nossa sabedoria, pois doutro modo tal sabedoria não passará de astúcia; e precisamos incluir sabedoria em nossa inocência, pois do contrário nossa inocência será apenas fraqueza. Convém que sejamos tão inofensivos como as pombas, para que não causemos danos aos outros, e que tenhamos a prudência das serpentes, a fim de que os outros não abusem de nós nem nos manipulem.

14) Tenha mais medo do pecado que dos sofrimentos. Sob o sofrimento, a alma pode manter-se tranqüila. Porém, quando um homem peca voluntariamente, perde toda a sua paz. Aquele que comete um pecado para evitar o sofrimento, assemelha-se ao indivíduo que permite sua cabeça ser ferida, para evitar danos ao seu escudo e capacete.

15) Foge da idolatria. "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos" (1 Jo 5.21). A idolatria consiste numa imagem de ciúme que provoca a Deus. Guarda-te dos ídolos e tem cuidado com as superstições.

16) Não desprezes a piedade por estar sendo ela perseguida. Homens ímpios, quando instigados por Satanás, vituperam, maliciosamente, o caminho de Deus. A santidade é uma qualidade bela e gloriosa. Chegará o tempo quando os iníquos desejarão ver algo dessa santidade que agora desprezam, mas estarão tão removidos dela como agora estão longe de desejá-la.

17) Não dá valor ao pecado por estar atualmente na moda. Não julga o pecado como coisa apreciável, só porque a maioria segue tal caminho. Pensamos bem sobre uma praga, só porque ela se torna tão generalizada e atinge a tantos? "E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as" (Ef 5.11).

18) No que diz respeito à vida cristã, serve a Deus com todas as tuas forças. Deveríamos fazer por nosso Deus tudo quanto está no nosso alcance. Deveríamos servi-Lo com toda a nossa energia, posto que a sepultura está tão perto, e ali ninguém ora nem se arrepende. Nosso tempo é curto demais, pelo que também o nosso zelo de Deus deveria ser intenso. "Sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor" (Rm 12.11).

19) Faze aos outros todo o bem que puderes, enquanto tiveres vida. Labuta por ser útil às almas de teus semelhantes e por suprir as necessidades alheias. Jesus Cristo foi uma bênção pública no mundo. Ele saiu a fazer o bem. Muitos vivem de modo tão infrutífero, que, na verdade, suas vidas dificilmente são dignas de uma oração, como também seu falecimento quase não merece uma lágrima.

20) Medita todos os dias sobre a eternidade. Pois talvez seja questão de poucos dias ou de poucas horas - haveremos de embarcar através do oceano da eternidade. A eternidade é uma condição de desgraça eterna ou de felicidade eterna. A cada dia, passa algum tempo a refletir a respeito da eternidade. Os pensamentos profundos sobre a eterna condição da alma deveriam servir de meio capaz de promover a santidade. Em conclusão, não devemos superestimar os confortos deste mundo. As conveniências do mundo são muito agradáveis, mas também são passageiras e logo se dissipam. A idéia da eternidade deve ser o bastante para impedir-nos de ficar tristes em face das cruzes e sofrimentos neste mundo. A aflição pode ser prolongada, mas não eterna. Nossos sofrimentos neste mundo não podem ser comparados com nosso eterno peso de glória. Considerai o que vos tenho dito, e o Senhor vos dará entendimento acerca de tudo.




Fonte: http://resistenciaprotestante.blogspot.com/2010/06/20-recomendacoes-de-thomas-watson.html

Hora do descanso

Trim Trim, Trim Trim
- Alô? Quem é?
- Aqui é do Comando Central.
- Ah sim, aconteceu alguma coisa Senhor?
- Estou ligando para parabenizá-lo Soldado *.
- Obrigado, fiz tudo que me era possível.
- Sim, sei disso. Também ligo para parabenizar os outros membros da equipe.
- Claro, sem eles não conseguiria fazer nada.
- Certamente, por isso escolhi cada um de vocês a dedo para essa tarefa.
- E agora, o que devo fazer?
- Descanse um pouco. Mas se prepare, estou com outros planos para breve.
- Perfeito.
- Não se esqueça que agora nossa equipe conta com mais membros. Ganhamos mais um ponto estratégico que será fundamental para meu plano seguir adiante. Preciso que vocês estejam intercedendo constantemente.
- Será um prazer Senhor!
- Outra coisa, não se acomode, mas esteja sempre atento, o inimigo está enfurecido e tentará atingir todos vocês.
- Compreendo.
- Se alimente adequadamente, não se deixe iludir por simples sopas ou leite. Aqueles que estão em batalha devem estar com a saúde em dia. Não se contamine de alimentos que o mundo te oferecer, são visualmente apetitosos e tem um aroma agradável, mas estão envenenados com falsas doutrinas, que poderão causar graves doenças. Por fim, usa os filtros doutrinários que recebestes e, caso seja preciso, me peça mais que te darei com maior prazer. 
- Mais alguma recomendação?
- Por enquanto é só isso. Até mais.
- Ok, Soldado * desligando.